Consegue imaginar uma peça de teatro sem elenco fixo, direção, texto decorado e cenário? Essa foi a maneira pela qual o autor Nassim Soleimanpour conseguiu espalhar sua obra pelo mundo.
O escritor de 32 anos nasceu no Irã, e se recusou a fazer o alistamento militar que, assim como no Brasil, é uma obrigação de todo homem quando atinge a maioridade.
Devido a isso, Nassim ficou impossibilitado de viajar para o exterior e resolveu transformar seu isolamento em algo inusitado.
Escrita em 2010, “White Rabbit, Red Rabbit” esteve nos palcos pela primeira vez em 2011, no Canadá. O sucesso foi tão grande que a peça já passou por vários países como Inglaterra, Escócia, Egito e Brasil.
Em julho do ano passado, ela foi exibida no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e retorna este mês no Sesc Vila Mariana.
O elenco muda a cada apresentação e os atores recebem o script apenas na hora da peça, um desafio e tanto para os interpretes. O roteiro é composto por tarefas que podem ou não ser executadas, depende apenas de quem lê.
A plateia tem papel extremamente importante, pois foi a partir de vídeos, fotos e comentários que o autor pode descobrir a repercussão de cada espetáculo. Atualmente, Nassim está autorizado a viajar e pode ver pessoalmente sua obra.
Serviço
White Rabbit, Red Habbit
SESC Vila Mariana: Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana, SP – (11) 5080-3000
Data: de 23 de maio à 14 de junho
Horário: quintas e sextas às 20h30 (dia 30/05 às 18h)
Passar horas e horas apreciando obras de arte é muito bom, mas admita que ficar de tanto tempo pode ser bem cansativo. Você já imaginou ver exposições no conforto da sua casa? Essa é a BiennaleOnline a primeira bienal de arte do mundo feita exclusivamente para a internet.
Esse é um espaço para artistas promissores exporem seus trabalhos antes de se tornarem estabelecidos no mercado.
No total, são 175 participantes selecionados por renomados curadores internacionais, atuantes em museus como Guggenheim Museum (Nova Iorque), Palais de Tokyo (Paris), the Serpentine Gallery (Londres) e Museum of Modern Art (Estocolmo).
Adriano Pedrosa, curador responsável do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, é a representação brasileira na bienal.
As obras contemporâneas são criadas a partir da temática Refection & Imagination, com o objetivo de cada artista imprimir sua visão pessoal à história, tanto no mundo das artes como socialmente.
A coordenação da bienal está nas mãos do diretor artístico Jan Hoet, que também atua na mesma função no museu MARTa e na galeria Documenta IX, na Alemanha. Veja seu depoimento sobre a proposta da bienal:
Vale a pena fazer o cadastro no site, conhecer os artistas e apreciar suas obras.
O festival de Cannes, um dos mais notórios no mundo do cinema, está de volta para sua 66ª edição. Desde o dia 15 de maio (vai até 26 de maio), os olhos da indústria cinematográfica estarão voltados para a cidade da Costa Azul Francesa.
A organização diminuiu a quantidade de filmes selecionados. A equipe assistiu 1858 longas e, desses, 53 foram escolhidos para competir nas categorias “Certain Regard”, “Hors Compétition” e, é claro, na competição oficial. Dos 5053 curtas analisados, 27 entraram na disputa nas categorias “Cinéfondations” e na oficial.
Segundo Thierry Frémaux, um dos organizadores, a edição desse ano procura mostrar a fragiligade de cada indivíduo, através de uma análise sobre identidade e engajamento na vida cotidiana.
Por mais que seja um festival de cinema internacional, existe uma predominância de filmes franceses e americanos. Porém, 28 países estão sendo representados, alguns mais inesperados como Palestina e Filipinas. Os filmes selecionados oferecem um panorama diversificado e dão voz a países com pouca expressão na produção cinematográfica internacional.
A trama dos filmes que almejam a Palma de Ouro, prêmio máximo do festival, gira bastante em torno de dramas pessoais de diferentes naturezas. “La vie d’Adèle” (A vida de Adèle, em tradução livre) de Abdellatif Kechiche, faz uma reflexão sobre a homossexualidade da adolescência.
Já “Grisgris”, do diretor chadiano Mahamat-Saleh Haroun, conta a história de um jovem com uma das pernas paralisadas que sonha em ser dançarino. Muitos diretores de renome estão na disputa, os irmãos Coen com “Inside Llewyn Davis” e Roman Polanski com “La Vénus à la fourrure”.
No dia 26 de maio, último dia do festival, o vencedor será revelado ao público após uma longa apuração das figuras que compõem o júri. Steven Spielberg é o presidente da bancada, Ang Lee, Christoph Waltz e Nicole Kidman são alguns dos jurados que decidirão qual filme será digno de receber a tão cobiçada Palma de Ouro.
Eletrônico experimental. Essa é a definição para o estilo do artista Airick Woodhead. O jovem produtor de 23 anos nasceu em Montreal e sempre teve grande interesse pela música e os novos formatos que ela pode originar. Foi assim que surgiu a ideia de organizar o projeto Doldrums.
O álbum de estreia, “Lasser Evil”, foi lançado no final de fevereiro deste ano. O estilo indie eletrônico e as batidas envolventes promovem a excêntrica experiência rítmica do álbum, como na canção “Anomaly”. Algumas músicas são mais tranquilas, uma característica que traz equilíbrio durante as faixas do disco. Veja o novo videoclipe “Lost in Everyone”:
A voz de Woodhead aparece de forma não convencional, brincando com a androginia (não dá para identificar se a voz é de caráter feminino ou masculino). Cada pessoa tem uma percepção diferente ao ouvir as melodias, o que torna o trabalho hipnotizante e sem limites.
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